quarta-feira, 16 de março de 2011

pedido de desculpas aos Chapadenses

Tirando a poeira deste blog, venho aqui por uma onda muito bacana e inesperada de comentários chateados com meus posts sobre Chapadão do Céu.
Confesso um erro ao ter falado tão abertamente sobre a cidade e não imaginava jamais aborrecer seus habitantes... peço que entendam que este blog não tem nenhum caráter jornalístico, e muito menos um compromisso com a verdade. Em momento algum me propus a isso!
Realmente a impressão que tive da cidade foi de estranhamento, porque tem um padrão muito diferente dos outros lugares que já conheci, mas guardo com carinho as experiências que tive e as pessoas que conheci por lá - e tenho certeza que isso ficou explícito nos posts que escrevi.
Fico também feliz de saber toda a infra-estrutura que a cidade comporta, e esclareço também que mesmo com toda a minha curiosidade investigativa, não consegui chegar a saber de tudo isso! Que pena... acho que vale um investimento maior na divulgação turística!
Espero que entendam minha posição e não me culpem ou me julguem por isso! Ainda mais: não levem a sério algo que não tem a pretensão de ser levado a sério.
Agradeço os esclarecimentos e fico feliz de saber o quanto a cidade está crescendo e se tornando exemplo para as outras cidades. Espero muito poder voltar a Chapadão do Céu e ter tempo para conhecer direito a cidade - porque o ritmo das gravações não permitiu!
Sem mais, fico por aqui.

domingo, 18 de abril de 2010

yeah!!


the end.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

4º dia, terminando de gravar!






Hoje o dia foi cheio...
começamos cedinho e tinhamos o desafio de gravar a outra metade do episódio, e terminar tudo ainda hoje. Foram várias cenas, todas muito longe uma da outra. Enfiei até o pé na lama do aguapé... ai que ruim!! [isso é o típico caso da roteirista de mau humor descontando tudo no roteiro...rsrs]
não vou escrever muito agora, que estou bem cansada. mas tem algumas fotos da câmera do Jajá pra postar!

3º dia, os ventos do sul

Hoje madrugamos de novo, e ai ai ai que frio! Minha nossa senhorinha do perpétuo socorro, porque mandou tanto frio pra gente?? E não bastasse o frio, um vento cortante. Fomos gravar umas cenas na estrada e quase morremos congelados.
Aí vai uma observação: dá muito trabalho gravar carro andando na estrada. Ô saco! Desde que começamos os biomas, eu passei a ver essas cenas de carros e placas com outros olhos... Tem que parar todo mundo, desce câmera, tripé, diretor, produção, fotógrafo e elenco. Põe elenco dentro do carro, manobra o carro, ajeita a câmera e VAI! Passa o carro, anda um tantão até lá na frente. VOLTA! Volta o carro, atravessa a equipe pro outro lado da estrada e arruma, foca, espera passarem todos os caminhões, e VAI o carro! E VOLTA o carro! E entra todo mundo nas vans de novo, até a próxima placa... ai que preguiça.
A Milene, que faz a guria guia chamada Bia, disse pra produção que sabia dirigir, mas tive que ir eu do lado dela passando as marchas, acendendo pisca, puxando freio de mão e até acertando a direção pra manobrar... e na hora que virava pra câmera, escondia o braço da marcha e fingia ter 15 anos. Engraçado, eu que até bem pouco tempo atrás não pegava nem carrinho bate-bate, fui guiando a doblô. Adorei! Carrão legal! No final das gravações de hoje, sentei no banco do motorista pra voltar com o carro, que tava louca pra dirigir de verdade. Aí o motora viu que eu dirijo e foi avisar o Jajá que ele ia deixar o carro comigo pra só trocar com a menina quando fosse gravar.
[observação técnica: é claro que isso não seria um super evento se eu não tivesse começado a dirigir de verdade só alguns meses atrás! To criançona, achando mesmo super legal!]
[observação familiar: família pode ficar tranqüila, vou tomar o dobro de cuidado ao dirigir o carro do amiguinho.]
Foi a manhã inteirinha pra gravar só duas ou três cenas. E quando paramos pra almoçar, a pobre da Maria Elisa quedou doente. Já estava mal desde anteontem (relapsa, esqueci de contar), mas eu também estava mal e melhorei, e ela tomou uns antigripais e tinha acordado melhor. Mas ninguém agüenta com tanto vento. Tava um negócio de louco! Ficamos ali, parados no meio da estrada no meio do nada, numa “lancheria” com um almocinho bem singelo, enquanto a Andréa tentava pelas redondezas achar um mel e um limão pra reanimar a pobre doenta. Já era umas 15h quando o Danilo, o fotógrafo, foi ver como a Méry estava e sugeriu “vamos parar por hoje, que a menina precisa descansar e melhorar esse rostinho pra voltar a gravar.” Uma idéia inteligente! Voltamos pro hotel e estou agora no quarto, um olho cá outro lá, enquanto a Méry dorme, sem fim, depois de ser medicada. Espero que amanhã ela esteja melhorzinha, porque ainda temos metade do episódio pra gravar!
Estou sem fotos por enquanto... vou ver se arrumo com alguém pra vocês darem uma olhada na paisagem sulina!

quinta-feira, 15 de abril de 2010

2º dia, atriz modelo manequim e devota de São Pedro

Hoje pulamos cedinho da cama, e as 7h, horário previsto pra sairmos, começou a chover... um tempo horrível.... droga! Ficamos esperando um carro que foi adiante na estrada para ver se o céu estava mais aberto, mas tudo fechado e chuvoso. Aqui as locações são todas muito afastadas. A Estação Ecológica do Taim (que não chega a ser um parque nem uma reserva, é só um pedaço de estrada que tem a preservação do IBAMA) fica a 80km daqui. E mesmo o centro da cidade fica a meia hora (já que estamos mais ao sul, no litoral). Então decidiu-se que só gravaríamos as 16h, umas cenas internas que não dependiam de tempo bom.
Acabou que quando saímos pro almoço já levamos os figurinos e fizemos uma sessão de fotos pela cidade, nos pontos turísticos. Um baita trampo pra usar de material pra primeira cena, em que os amigos vêem e comentam as fotos que tiraram pela cidade. Nisso foi a tarde inteira. E que vergonha!!!!! A gente parava, no meio do povaréu do centro da cidade, e ficava fazendo várias poses pra câmera. Aiaiai.... haja carão!
Um senhor muito sério nos parou quando posávamos à porta da igreja (a Catedral de São Pedro, muito bonita), pra dizer que a Maria Elisa é a cara da Dercy Gonçalves. Ficava insistindo que o sorriso, nossa, era igualzinho... e o Henrique, era a cara do Clodovil (vê se pode.. ainda bem que ele não viu o menino travestido na gincana do IA). E a equipe tentando tirar fotos nossas, e o cara não saía de perto... Dava dois minutos e lá voltava ele “mas é mesmo a cara da Dercy!” Eu já tava com medo do que ia sobrar pra mim, quando ele me analisou e disse “ah... você é a Gisele Bündchen!” hahaha morri de rir. Ficou faltando ele dizer que o Du era o Gugu Liberato, e a gente ia ser o quarteto mais inusitado da televisão brasileira. Fomos embora, enquanto a Andréa convencia ele de que estávamos atrasados e não podíamos ficar ali de papo. Como é difícil se desvencilhar das pessoas, ô deus... Quando entramos pra conhecer a igreja, quem grudou na gente foi a recepcionista, a sorridente Maristela. Eu e o Du nos olhávamos assustados. Ela zanzava com a gente de um lado pro outro da igreja, contando todos os detalhes da última restauração, todos os maiores babados, as fofocas mais quentes... aí queria pegar folhetinho da catedral, e mostrar a santa escada do benedito bispo do cabuletê, e o Jesus de pano e dred, e a bacia que batizou o primeiro governador do Estado, ai meu deus, que só por ele mesmo... Saímos li-te-ral-men-te correndo de lá de dentro, dizendo “até mais! Obrigada! Estamos com pressa! Voltamos depois!” e tudo o mais que pudemos pensar que não tornasse suspeito quatro turistas fugindo às pressas da catedral.
Passamos ainda alguns outros apuros pra tirar essas fotos, mas, acreditem ou não, estou com preguiça de contar.. rsrs
Depois disso passamos pra buscar a menina local que vai contracenar conosco, e de novo, graças ao bom deus, ela é ótima!! Só de ser alfabetizada já ficaríamos felizes, mas além disso a menina faz teatro já há alguns anos, e decorou o texto melhor que a gente! Rsrsrs
Gravamos as cenas internas, que foram até tarde... um frio danado de gelado! E eu tomei chimarrão pela primeira vez na vida!! Hum, que delícia!!! De lá fomos direto jantar, uma sopa gostosinha e tchau e bênção, e bah tchê vou tri pra minha caminha!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

chegamos no sul do país, tchê!

Hoje estou meio grogue (grog, grogue, tan-tan, lélé, enfim..) porque nada me faz crer que já é 4ª feira! Esse dia cheio de coisa tá sendo de 48h, e põe coisa nesse dia viu...! Estava em um “retiro” com minha turma da faculdade, fazendo uma vivência em uma fazenda desde 2ª feira. Saí de lá (Jaguariúna) e fui direto pro teatro do Centro de Convivência, em Campinas, pra apresentar o segundo dia do balé da Bela Adormecida. Foi muito bom, muito gostoso de apresentar! Saímos do convivência, fui chegar em casa depois da meia-noite, pra então começar a arrumar as malas pra vir pro sul... sem dormir... o motorista da Unicamp nos pegou as 4h da manhã e saímos pra Congonhas.

Saindo de Congonhas descobrimos que as nossas conexões de Porto Alegre para Rio Grande estavam com horários diferentes, então no fim das contas abandonamos a conexão e viemos de van pra cá.

No meio do caminho paramos pra almoçar, na estrada. Um restaurante bem gostosinho, que já denunciou as primeiras peculiaridades dessa região. (eu sempre descubro coisas engraçadas em restaurantes...) Pra começar, você pega o prato na maior inocência, no cê-se-sérve-se-à-vontade-que-a-produção-paga. Aí você passa por abacaxi, alface, rúcula, mamão, tomate, cenoura, maionese de.. não, não, é banana com uva-passa e iogurte, aí outras saladinhas, mais umas frutinhas e começam as comidas quentes. Aí você pensa que os doces no meio da salada eram uma simples confusão de lugar... eis que entre a carne e o feijão existe a panqueca sensação. Isso mesmo... uma panqueca, quentinha, de morango com chocolate e creme. E depois volta tudo ao normal, com sopa e macarrão...

Na fichinha de bebidas a variedade era outra coisa engraçada: refris, chás, sucos de PVC (?), toddynho e danoninho. Fiquei imaginando a situação: Um almoço executivo, cheio de engravatados, e a garçonete passa “o que tu vais querer, senhor?” “ah, traz um danoninho pra mim, e um copo com gelo e açúcar. Tem vodka?”

Enfim chegamos em Rio Grande. Um hotelzinho simpático à beira-mar (não que a praia seja grande coisa... é até bem esquisita e vazia), que dessa vez se chama Nelson Hotel (o último, no cerrado, era o Vitor Hotel...). A praia daqui é a praia do Cassino – a maior praia do mundo, com 245km de extensão. E a cidade, Rio Grande, é uma das últimas do Rio Grande do Sul, pertinho do Chuí, e quase tropeçando no Uruguai. O sotaque daqui é uma delícia de ouvir. Já estou quase incorporando o gauchês, bah!

Logo que chegamos eu já deitei na cama e apaguei até a hora do jantar. Ainda nessa zonzeira de dois dias juntos. [em pensar que no primeiro ano da faculdade eu chegava as 6h da manhã de festa e ia pra aula às 8! Não que eu tenha feito isso muitas vezes, porque meu pique sempre foi meio de velha... mas poxa, eu costumava agüentar melhor!] Bom, o jantar serviu pra invalidar a hipótese do dono do restaurante da estrada ser um doido fanático por doces. Acho que todos aqui o são... Muitos doces e frutas com iogurtes e caldas doces, e muitas frituras... pastelzinho, mandioca frita, salgadinhos de festa de criança e até pão-de-queijo entre as opções. E suco, se tiver um natural de laranja já é demais! De resto só os enlatados.

E cama... por favor!

segunda-feira, 15 de março de 2010

último dia de gravações






Saímos logo cedo para ver o sol nascer. Acordei 4:45, às 5 e pouco já estávamos chegando no deck do rio aquidauana, ali pertinho. O Danilo (fotógrafo) levou sua câmera super-master-mega-power-Canon-mais-que-profissional fodástica. E ficamos lá esperando a o senhor bola de fogo. Tivemos imagens incríveis, as cores se transformando nas nuvens que abriam alas lá no fundo do mundo... mas o cara não deu as caras. “Mas” neste caso não é uma conjunção adversativa (quem?), porque foi lindo de qualquer jeito.

Chegamos, tomamos aquele café da manhã delicioso que o Sílvio pôs à mesa pra gente com o seu bom humor e carisma de toda hora. Logo em seguida já saímos, eu Méry e Andréa pra fazer a caminhada guiada , um dos passeios da pousada. Ahh foi lindo! No caminho íamos vendo os pássaros sem fim-

[alguém disse isso e eu concordei em cheio: não vence tirar foto nesse paraíso! Chega uma hora que a gente tem que desencanar. Porque toda hora, a todo minuto, esses bichos incríveis ficam passando por nós, seja por chão, água ou ar. Dá até uma canseira, porque a todo minuto você tem que ficar se admirando, se impressionando. Me senti até mal hoje cedo, quando as araras azuis de toda manhã chegaram pra comer ali do nosso lado, e eu nem me espantei.]

-enfim, os pássaros sem fim e outros bichos.. entramos em uma cordilheira, e logo uma das primeiras coisas que o Rosalino nos apontou foi um dos melhores momentos assim, safári, da minha vida: um tamanduá passando rápido, se esgueirando por entre as plantas altas. E nós, bobos, só fizemos correr atrás... não dava pra tirar foto... só seguir o bicho... depois vimos uns cuatis e até uma jacutinga! Rs

Depois desse passeio voltamos pra pousada e fui ler mais um pouco. Li muito... e foi muito bom. Ahh hoje choveu. E como choveu!! Ainda bem que não tínhamos mas externas pra gravar. São Pedro foi piedoso.

À tarde, quando parou de chover, eu e o Jabá (assistente da equipe técnica) saímos pra cavalgar. Foi simplesmente maravilhoso. Demos umas boas galopadas, e deu pra sentir de novo o vento batendo no rosto, e a adrenalina deliciosa de se prender ao cavalo e se deixar levar em um galope desenfreado por um campo sem fim... sensação que me trouxe de volta as imagens das competições de hipismo, dos treinos, tantos momentos, tantas lembranças que de repente ficaram vivas, latentes. Isso me faz falta. Percebi isso.. e foi mais uma coisa que mexeu muito, muito comigo...

À noite os violeiros chegaram e gravamos a cena junto com um pessoal que trabalha lá na fazenda e foi fazer figuração. Ficamos cantando a chalana sem parar, várias vezes, até o Danilo fazer todos os takes que o Jajá queria. Aí vão as fotos, que estão ótimas.

Amanhã é dia de ir embora. Que bom. Que alívio. Esse lugar é incrível mas eu estou querendo chegar logo na minha casinha, dormir no meu colchãozinho no chão, comer minha granola caseira e ir pra aula da Alice K. ufa!